A Teoria de Tudo

Há muito tempo, ou melhor dizendo, acho que nunca um filme me marcou tanto como “A Teoria de Tudo”. Embora algumas películas tenham mexido muito comigo, como aconteceu com as histórias de Menina de Ouro e Invencível.

O longa metragem é baseado na biografia do astrofísico Stephen Hawking, que realizou descobertas importantes sobre o tempo, de relatar a sua história de amor Jane Wide, além da descoberta e desenvolvimento de uma doença motora degenerativa de Stephen, que tinha apenas 21 anos.

Toda a trama cotidiana apresentada na “Teoria de Tudo”, envolve a busca pelo conhecimento, a dedicação, a luta pela vida, a importância do amor e a fé. No meu caso, encarei como uma lição. Volta e meia me questiono: será que estamos preparados para aceitar a morte? Ao assistir o filme, pensei: estou indagando errado. O correto é questionar: será que estamos preparados para lidar com a vida? E com todos os percalços que podemos nos deparar?!

Além disso, outro fato me chamou a atenção. Em tempos de relações rasas e incipientes, o filme inspira. O que ‘mais me salta os olhos’ é a questão da abdicação do ser humano em apostar no amor, num relacionamento que tinha prazo de validade. E, acima de tudo isso, ser companheira nos piores momentos sem perder a fé.

Sem dúvida, por todas esses pontos elencados e pelo roteiro maravilhoso, que conseguiu me ‘prender’ até o fim, “A Teoria de Tudo” é excepcional em todos os aspectos. Destaco a brilhante atuação de Eddie Redmayne (Stephen), o ator superou as expectativas ao reproduzir com maestria as dificuldades motoras do personagem que é um verdadeiro exemplo de perseverança. Recomendo o filme e a reflexão sobre a vida!

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inferência da madrugada…

Sou àquele tipo de pessoa que prefere rir que chorar. Mesmo que, muitas vezes, o riso abafe o choro contido. O sorriso se dissipa durante o dia permeando pessoas e lugares. Enquanto as lágrimas rolam durante a solidão da madrugada. 

Não gostaria que as coisas se invertessem. Na vida, existem os dias de risos e lágrimas. Porém, que as aparências não prevaleçam diante daquilo que está submerso. Apenas que a dor dê lugar à felicidade plena…

O amor é uma via de mão dupla?

Hoje, em uma conversa com um amigo sobre relacionamentos e seu atual estado emocional, ele disse uma frase que não me saiu da cabeça. “Nem sempre amar é uma via de mão dupla, às vezes a beleza está no que você sente e pode transmitir, muito mais do que pode esperar em troca”, disse ele. Achei sensacional, profundo e extremamente poético, mas rapidamente me questionei: será que dedicaríamos nosso tempo por alguém que não tivesse sentimento recíproco ou objetivos semelhantes?

No campo do amor, do sexo e das relações creio que essa discussão seja muito mais ampla e complexa. Muitas vezes buscamos razões para acreditar no que estamos verbalizando, muito embora eu acredite que na verdade todo mundo quer amar e ser amado na mesma proporção. Ao menos que as ações e atitudes demonstrem reciprocidade. Vejo como um grave problema dos relacionamentos as indagações, a insegurança e o medo. Será que o outro lado deseja tanto quanto eu? Será que sente o mesmo? É difícil responder e entender essas questões. Até porque cada um ama, gosta e até sofre de maneira diferente do outro. Acho que vale a pena correr riscos da trajetória. O sentimento mútuo virá. É apenas uma questão de tempo.

Vida de assessor de imprensa: doce sonho

Assessordeimprensadepressão

 

Engraçado, alguns jornalistas acham que é uma tarefa fácil, simples e preguiçosa o papel do assessor de imprensa. Ledo engano. Vejamos. Enquanto alguns nos imaginam sentados na frente do computador, escrevendo releases engrandecendo as ações e enaltecendo os nossos assessorados, estamos apurando as notícias, respondendo e-mails e as demandas da imprensa, atualizando mailings, pensando estratégias, monitorando os veículos de comunicação, fazendo relatórios, contornando crises, fazendo follow-up, além de receber uma cobrança para emplacar até aquela matéria fria… Essa é a nossa realidade.

Depois disso tudo, quando você emplaca/vende bem a sua informação, está presente no principal noticiário ou na capa do jornal mais lido da cidade, você apenas cumpriu o seu papel. Da mesma forma, quando consegue reunir a imprensa numa coletiva, quando acompanha as entrevistas depois do seu horário de expediente, quando atende as ligações, responde e-mails, checa as informações e responde as demandas dos clientes ou dos meios, seja durante uma viagem ou um momento de lazer, você fez apenas sua obrigação. Essas situações acontecem, inclusive, naquela hora que você está sob o sol escaldante na Praia do Flamengo, durante a festa do seu melhor amigo, no cinema com o namorado e até tomando aquela cervejinha num happy hour. São os ossos do ofício.

Que o mercado de comunicação é difícil, concorrido, mal pago, disputado e uma série de difíceis fatores, todo mundo sabe. Ao menos deveria saber. Só peço aos clientes e colegas de profissão que entendam que assessoria não funciona como uma simples compra de um sonho na padaria. Afinal, antes do consumo, existem outras dezenas de etapas – da cozinha a prateleira – para se deliciar com a iguaria. A diferença é que na assessoria não existe receita para alcançar o sucesso. Existe dedicação diária, persistência, atenção, cuidado e amor pelo que faz. Preocupe-se com o produto que vai oferecer a sua clientela. Assim sendo, fica mais fácil se deliciar e lambuzar com o recheio da guloseima. Ah, mas tudo que é bom termina rápido e, muitas vezes, acontece antes daquele último – e desejado – pedaço. A ideia é pensar que amanhã ou depois teremos outros dias doces. Essa é a lição.

Recomendo curtir a FanPage Assessor de Imprensa Depressão ou seguir o perfil no Instagram, foi de lá que retirei a imagem deste post. 😉

Inferência noturna…

Dia-a-dia a rotina se repetia. De fato, não há nada pior do que despertar cansado e exausto daquela velha rotina. Volta e meia me pegava olhando para o relógio e pensando: “será que esse dia infernal não acaba?”. O problema que esse inferno não durou apenas um dia. Aliás, muito mais. Muito mais do que 365 dias. Não, mais, muito mais. Essa aflição perdurou por alguns meses.

Nesse meio tempo quando os dias se arrastavam, eu me escondia no meu mundo e observava o tempo passar. E passou. Mergulhada em angústias, tristezas e frustrações, me encontrei na lanterna dos afogados. No fundo do poço. Foram dias difíceis e solitários. Mesmo rodeada de muitos amigos e familiares, eu não deixava que a tristeza que sentia contagiasse a ninguém, só a mim mesmo. Vai ver esse era o meu defeito, sofrer calada.

Cansei. Da rotina, da falta de planos e, também, da falta de excitação pela vida. Os dias eram sempre cinzentos, sentia a ausência de cores, de amores e de estímulo. Até que num despertar, enxerguei um arco-íris que me convidava a uma nova era. Cansei do cansaço, da fadiga e da insatisfação. Resolvi mudar o tom da vida. Estipulei metas, obedeci aos prazos e resolvi seguir adiante. Graças a Deus eu resolvi fazer isso por mim, senão essa história poderia ter um outro fim.

Hoje, o maior prazer que tenho é dizer que estou bem. E agradeço primeiramente a Deus. Depois, a mim. Pode soar esquisito e egoísta, mas a mudança só vem com o querer. Esse é o primeiro passo. Eu quis, lutei e vou vencendo. Porque não existe batalha de um dia só. Pelo contrário, cada dia uma nova missão, um novo duelo. Lutamos diariamente com nossos medos, receios e dúvidas. Mas, são esses combates diários que nos estimulam, tornam a vida mais intensa e prazerosa.

Prontamente agradeço àqueles que estão ao meu lado. A família que acolhe e acredita em mim acima de qualquer suspeita. Aos amigos que confiam no meu potencial e nunca duvidaram da minha força. Aos colegas que sempre me estenderam a mão ou contribuíram apenas com uma palavra elogiosa. Foi a partir de tudo isso que refiz a minha vida e passei a acreditar novamente em mim.

Retomei o meu brilho no olhar, recuperei verdadeiramente o significado do meu nome. Para quem não sabe, o meu nome tem origem grega e significa “cheia de alegria”. Agora, posso dizer de boca cheia e coração aliviado que retomei essa definição. A rotina do cansaço cedeu espaço para alegria e o prazer de existir. Sei que nessa caminhada encontrarei percalços e dificuldades, mas serão encarados com mais disposição e entusiasmo. Porque eu estou e permanecerei bem.

A maior lição que tomo de tudo isso, é que a partir de agora, cuidarei mais de mim. Do meu bem estar, da minha felicidade. Retomei a crença que estava perdida. O mundo pode até pensar que eu vou desistir ou falhar. Errar é humano, mas agora tenho forçar para reverter os erros e seguir em frente. Foi a vida que me ensinou e impulsionou a mudar. Eu resgatei tudo de bom que havia deixado de lado. Retomei a minha fé e o meu poder de acreditar na vida, nas coisas, nas pessoas. Afinal, “cada um de nós compõe a sua história. E cada ser em si, carrega o dom de ser capaz, e ser feliz…”.