Vida de assessor de imprensa: doce sonho

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Engraçado, alguns jornalistas acham que é uma tarefa fácil, simples e preguiçosa o papel do assessor de imprensa. Ledo engano. Vejamos. Enquanto alguns nos imaginam sentados na frente do computador, escrevendo releases engrandecendo as ações e enaltecendo os nossos assessorados, estamos apurando as notícias, respondendo e-mails e as demandas da imprensa, atualizando mailings, pensando estratégias, monitorando os veículos de comunicação, fazendo relatórios, contornando crises, fazendo follow-up, além de receber uma cobrança para emplacar até aquela matéria fria… Essa é a nossa realidade.

Depois disso tudo, quando você emplaca/vende bem a sua informação, está presente no principal noticiário ou na capa do jornal mais lido da cidade, você apenas cumpriu o seu papel. Da mesma forma, quando consegue reunir a imprensa numa coletiva, quando acompanha as entrevistas depois do seu horário de expediente, quando atende as ligações, responde e-mails, checa as informações e responde as demandas dos clientes ou dos meios, seja durante uma viagem ou um momento de lazer, você fez apenas sua obrigação. Essas situações acontecem, inclusive, naquela hora que você está sob o sol escaldante na Praia do Flamengo, durante a festa do seu melhor amigo, no cinema com o namorado e até tomando aquela cervejinha num happy hour. São os ossos do ofício.

Que o mercado de comunicação é difícil, concorrido, mal pago, disputado e uma série de difíceis fatores, todo mundo sabe. Ao menos deveria saber. Só peço aos clientes e colegas de profissão que entendam que assessoria não funciona como uma simples compra de um sonho na padaria. Afinal, antes do consumo, existem outras dezenas de etapas – da cozinha a prateleira – para se deliciar com a iguaria. A diferença é que na assessoria não existe receita para alcançar o sucesso. Existe dedicação diária, persistência, atenção, cuidado e amor pelo que faz. Preocupe-se com o produto que vai oferecer a sua clientela. Assim sendo, fica mais fácil se deliciar e lambuzar com o recheio da guloseima. Ah, mas tudo que é bom termina rápido e, muitas vezes, acontece antes daquele último – e desejado – pedaço. A ideia é pensar que amanhã ou depois teremos outros dias doces. Essa é a lição.

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