Então. É Natal…

Procurei um poema, uma frase, uma palavra. Busquei uma música, um trecho, um verso. Nada conseguiu traduzir fidedignamente, o que queria dizer sobre o amor. Faltou muito para caracterizar o que existia nessa relação, seja ela estabelecida pelo elo existente num casal, pais e filhos, tios e sobrinhos, amigos-irmãos. Para falar a verdade, nem existia pretensão, apenas a curiosidade de tentar imaginar sobre o que dizer sobre tal tema.

Sempre complexo e confuso, esse assunto prontamente se apresenta. Muito mais rapidamente do que imagino, mais do que comumente eu pense. Ele se propaga numa velocidade tão voraz que me sinto um tanto quanto encabulada para admitir para certo alguém ou certos alguéns. A verdade é que ele nos assola. Mais dia ou menos dia. Por medo ou receio. Chegam sem avisar, mas muitas vezes é tão convidativo quanto aquele carismático amigo que nem sempre está presente. Mas, na hora exata, ou não, simplesmente confunde seus planos e torna-os muito melhor do que imaginou. Assim é o sentimento. Confuso e contraditório, certas vezes evidencia um misto de um bem querer com o mal querer. Pecado ou devoção. Ira ou paixão. Não importa, este complementa, faz com que deixe de ser apenas metade, e me torne inteiro. Parece um fenômeno raro, que por mais de anos de pesquisa, não se saiba os motivos porque acontecem, nem quando ocorrem, mas suas consequências parecem devastadoras.

É difícil imaginar o mundo sem ele. Embora, para falar a verdade, eu acredite que o mundo está carente de bons sentimentos. Este, não deve se fazer presente apenas em uma época do ano. Pelo contrário, se mostra contundente e viril diariamente. Por isso, digo e repito: não sei qual o meu sentimento sobre o Natal. Muitos afloram esta emoção já existente, mas que muitas vezes não teve oportunidade de desabrochar. Por outro lado, mantenho a cautela desse amor ao próximo existente na sociedade apenas uma vez no ano. Mas, de fato, não queria contar com a adivinhação. Tampouco recorrer ao sexto sentido. Seria melhor mostrar o carinho e respeito durante todo o ano e não apenas em um momento especial.

É necessário ajudar os desamparados de companhia ou solidariedade. Está na hora da humanidade compreender seu real papel. Não é por acaso que habitamos o mesmo planeta. Nem de fazer parte da uma mesma família, seja esta unida pelo sangue ou pelo companheirismo. A realidade, é que precisamos evoluir muito mais. Diluir o egoísmo e minimizar os conflitos. Embora esse período de reflexão seja uma vez ao ano, que essa mensagem se estenda por todo ele. E que no ano seguinte, possa ser muito melhor, pois a evolução faz parte da caminhada da humanidade.

Portanto, desejo à todos que tiverem acesso a essa mensagem, um Natal repleto de fraternidade, respeito, amor, carinho e boas energias. E, principalmente, mais tolerância e paciência para estes seres imediatistas e intolerantes que cada vez mais nos tornamos. E que o ano que está por vir seja repleto de bênção, aprendizado e conquistas.

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