“Tem certas coisas que não sei dizer…”

Sinceramente, tem assuntos que mexem muito com a minha emoção, com meus sentimentos. E, para mim, o pior deles é a morte. Não há nada que me choque e comova mais do que esse rito de passagem. Não importa quem seja, até no enterro de desconhecidos, eu me emociono. A verdade é que passa um filme, começo a pensar em quem está sofrendo e também em que já se foi.

Não existe nada mais triste em ver o sofrimento de seus familiares, amigos, pais e filhos quando estes choram a morte de seu ente querido. É muito ruim ver alguém que você ama sentindo esta dor que não há remédio que cure. E, por mais que os anos passem, isso é apenas um paliativo. É impossível não pensar, lembrar e sentir saudade do ser humano que habitou nossa vida.

Em 23 anos de existência, já perdi pessoas muito amadas. Avó, avô, pai, tias e familiares de amigos. E, posso garantir, todas estas me dão uma sensação irrevogável de perda e tristeza. Me faz refletir sobre a vida e pedir perdão a Deus por reclamar de pequenas bobagens. De fato, é necessário perceber que nos queixamos muito e agradecemos muito pouco. Inclusive, devemos agradecer só pelo fato de estar vivo e cheio de saúde.

A minha ideia era falar sobre o final do ano e da chegada de 2012, que está cada vez mais próximo. Mas, duas perdas recentes me fizeram mudar o rumo da prosa. O primeiro caso, o avô de uma amiga, que passou mal na noite de Natal e faleceu no dia 25. E, o caso mais recente, um primo de um amigo, que estava depressivo e cometeu suicídio. Em ambos os casos, me coloquei no lugar destas mães, filhos e amigos.

Portanto, diante do exposto, gostaria de pedir perdão por muitas vezes me queixar de pequenas coisas, de brigar e discutir por coisas tão insignificantes e despropositadas. E, por outro lado, agradecer. Pela saúde nossa de cada dia, de ter uma família que me ama incondicionalmente, por ter amigos tão especiais e queridos. Espero que no ano seguinte, possamos nos tornar pessoas cada vez melhores, com mais amor no coração e por lembrar de agradecer mais do que pedir.

Um ano novo repleto de paz, saúde e renovação para todos! 😉

Então. É Natal…

Procurei um poema, uma frase, uma palavra. Busquei uma música, um trecho, um verso. Nada conseguiu traduzir fidedignamente, o que queria dizer sobre o amor. Faltou muito para caracterizar o que existia nessa relação, seja ela estabelecida pelo elo existente num casal, pais e filhos, tios e sobrinhos, amigos-irmãos. Para falar a verdade, nem existia pretensão, apenas a curiosidade de tentar imaginar sobre o que dizer sobre tal tema.

Sempre complexo e confuso, esse assunto prontamente se apresenta. Muito mais rapidamente do que imagino, mais do que comumente eu pense. Ele se propaga numa velocidade tão voraz que me sinto um tanto quanto encabulada para admitir para certo alguém ou certos alguéns. A verdade é que ele nos assola. Mais dia ou menos dia. Por medo ou receio. Chegam sem avisar, mas muitas vezes é tão convidativo quanto aquele carismático amigo que nem sempre está presente. Mas, na hora exata, ou não, simplesmente confunde seus planos e torna-os muito melhor do que imaginou. Assim é o sentimento. Confuso e contraditório, certas vezes evidencia um misto de um bem querer com o mal querer. Pecado ou devoção. Ira ou paixão. Não importa, este complementa, faz com que deixe de ser apenas metade, e me torne inteiro. Parece um fenômeno raro, que por mais de anos de pesquisa, não se saiba os motivos porque acontecem, nem quando ocorrem, mas suas consequências parecem devastadoras.

É difícil imaginar o mundo sem ele. Embora, para falar a verdade, eu acredite que o mundo está carente de bons sentimentos. Este, não deve se fazer presente apenas em uma época do ano. Pelo contrário, se mostra contundente e viril diariamente. Por isso, digo e repito: não sei qual o meu sentimento sobre o Natal. Muitos afloram esta emoção já existente, mas que muitas vezes não teve oportunidade de desabrochar. Por outro lado, mantenho a cautela desse amor ao próximo existente na sociedade apenas uma vez no ano. Mas, de fato, não queria contar com a adivinhação. Tampouco recorrer ao sexto sentido. Seria melhor mostrar o carinho e respeito durante todo o ano e não apenas em um momento especial.

É necessário ajudar os desamparados de companhia ou solidariedade. Está na hora da humanidade compreender seu real papel. Não é por acaso que habitamos o mesmo planeta. Nem de fazer parte da uma mesma família, seja esta unida pelo sangue ou pelo companheirismo. A realidade, é que precisamos evoluir muito mais. Diluir o egoísmo e minimizar os conflitos. Embora esse período de reflexão seja uma vez ao ano, que essa mensagem se estenda por todo ele. E que no ano seguinte, possa ser muito melhor, pois a evolução faz parte da caminhada da humanidade.

Portanto, desejo à todos que tiverem acesso a essa mensagem, um Natal repleto de fraternidade, respeito, amor, carinho e boas energias. E, principalmente, mais tolerância e paciência para estes seres imediatistas e intolerantes que cada vez mais nos tornamos. E que o ano que está por vir seja repleto de bênção, aprendizado e conquistas.

Tá chegando a hora…

“Nem tudo é como você quer. Nem tudo pode ser perfeito…” Esse pequeno trecho da música Não olhe pra trás, do Capital Inicial, pode ser uma pequena referência à vida. Infelizmente, nem tudo acontece da maneira que desejamos. Muitas vezes os acontecimentos não dependem exclusivamente da gente para acontecer. Embora eu tenha me programado, pensado nas datas para que não houvesse atrasos na realização dos exames, mas não teve jeito.

Na última quinta-feira (01/12), data programada para sair o resultado da polissonografia, o que não aconteceu. Liguei para a clínica e questionei sobre o porquê de tanta demora; a atendente informou que o médico não havia emitido o laudo do exame, o que fez atrasar. Também indaguei se tinha possibilidade do resultado sair na sexta, pois já havia uma consulta marcada com Dr. Marcos Leão. Mas, não rolou.

A única maneira de não faltar à consulta era levar o restante dos exames, já que só faltava a polissonografia. Sob posse da pastinha contendo quase toda minha vida clínica, arrisquei e fui para consulta. Mostrei os exames para o médico que adorou os resultados, inclusive disse que era uma gordinha saudável. Bom, ao menos isso né? Expliquei que só faltava a polissonografia, mas de qualquer forma ele emitiu o relatório médico para enviar ao plano de saúde. Assim que a polissonografia estiver pronta, eu acrescento aos exames e levo para Medial Saúde emitir a autorização para realização da cirurgia.

Enfim, tirando essa parte do atraso, está tudo nos conformes, como havia preparado. Diante das informações obtidas na clínica, a cirurgia pode acontecer no dia 15/12 ou dia 28/12. Tudo depende da autorização do plano de saúde. Agora, é cruzar os dedos e rezar para que tudo dê certo. #oremos