Exames, consultas e resultados: reta final!

A frequência com que escrevo no blog é inversamente proporcional ao tempo que as coisas vão fluindo. Embora os minutos, as horas, os dias, passem no seu tempo, parece que os últimos dias estão bem mais corridos. Além do mais, peguei uma gripe chata e to tomando remédios, o que me faz dormir muito. Não estranhe se me ligar às 21h e eu desligar a ligação; deve ser pelo fato de estar dormindo e o som do celular estava atrapalhando a continuidade do sono.

No meu último post, relatei sobre a tão sonhada polissonografia, sonhada pelo fato da demora que é pra fazer esse exame e para obter o resultado dele. Nossa, eu realmente nunca fiz um exame que exigisse tanta paciência e dedicação, mas, graças a Deus agora só aguardo o resultado. Nesse meio tempo, visitei o endocrinologista para obter a avaliação, um dos componentes do dossiê de exames e avaliações que necessito para fazer a cirurgia.

Durante a visita, fui questionada mais uma vez sobre o porquê realizar o procedimento cirúrgico, já que existem outras possibilidades, etc e tal. Mas, como já falei anteriormente aqui no blog, essa é uma decisão irrevogável. Pelo que pude notar com a visita com o endócrino e a nutricionista, eles acham que é um método radical, agressivo, ouvi atentamente, mas agora isso já não importa, já que tomei a decisão mais importante da minha vida. E rapidamente me arrependi de não ter procurado os profissionais da Clínica Baros, mas agora é tarde, Inês é morta e eu preciso dar continuidade. Então vumbora.

Embora tenha sido muito mais relax do que a visita a nutricionista-bomba, tive que ouvir os conselhos do médico. Perguntou sobre a minha alimentação, do meu histórico de gordinha, essas coisas já de praxe. Relatei sobre o meu problema com ansiedade, uma vez que já fiz alguns tratamentos para diminuir, mas que por um motivo ou outro, foram deixados de lado. O doutor fez questão de frisar sobre a bebida. Que deveria tomar cuidado, já que vou ter de reduzir o volume da comida, essa ansiedade poderia ser transportada para as biritas.

Ouvi atentamente as recomendações, e pretendo seguir. Afinal, não adianta reeducar apenas a ingestão de comida, já que com o excesso da bebida, posso ter um problema de fígado, entre outras enfermidades. E como detesto (eu e o resto do mundo) ficar doente, mais vale um alerta, do que um lamento. No mais, só mais do mesmo. Acho que a maior lição dada foi em relação à ansiedade, que pode ser diminuída com exercícios físicos, por exemplo. Além de reforçar a preocupação com o acompanhamento psicológico, que por sinal, já está sendo feito há três meses e não pretendo interromper.

Depois dessa consulta, apenas realizei os exames de sangue, essa parte apenas um fato não muito agradável. O que mede o nível total de glicose, inicialmente é comum, apenas a colheita do sangue. Mas, depois de colher, é necessário beber uns 300 ou 400ml de um líquido tão doce, confesso que foi a pior coisa que já bebi na vida, mas o que a gente não faz para alcançar um objetivo. Tomei de gut-gut e depois educadamente perguntei se poderia beber um pouco de água pra aliviar aquele (péssimo) gosto. Prontamente recebi um não acompanhado de uma informação: deveria permanecer por duas horas no laboratório para colher o sangue novamente. Tarefa cumprida, só resta esperar o resultado do exame. Em breve, a grande novidade.

Noite de rainha..

Estou em dívida com os leitores do blog, mas explico prontamente a ausência. Essa semana foi bastante corrida, especialmente no que se refere a rotina médica.  Durante a tarde de terça, realizei o ecocardiograma, que consiste em um “método auxiliar de diagnóstico utilizado no estudo do coração, com o intuito de detectar anomalias morfológicas e funcionais das suas estruturas”. Um exame rápido e tranquilo, que não exige qualquer esforço do paciente. Já na quarta-feira, foi um dia realmente cansativo. Pela manhã liguei para a Otorrino Center, clínica onde estava com a polissonografia agendada para o dia 29/11, mas soube que tinha uma desistência e que poderia fazer o exame neste mesmo dia.

Fiquei muito entusiasmada com a notícia que poderia realizar o exame logo, já que o resultado demora 15 dias úteis para ser entregue. Fui informada pelo atendente que seria necessário enviar um fax com o a minha documentação para solicitar a liberação da Medial Saúde. Enviei a cópia da identidade, da carteirinha do plano e da solicitação da polissonografia emitida pelo cirurgião Marcos Leão Villas-Boas. Após o envio do material, me certifiquei que estava tudo ok, mas deveria esperar até as 13h para saber se o plano liberou o procedimento. O tempo parecia inversamente proporcional a minha agonia. Após o almoço, liguei exatamente às 13h e recebi a notícia que o plano havia liberado. Pense na felicidade da pessoa? Fui orientada a lavar o cabelo com shampoo neutro, levar uma roupa leve para dormir e comparecer a clínica às 20h.

Antes desse horário, porém, tive que dar um pulo no Centro Médico do Vale para fazer o teste ergométrico, marcado para as 15h30 e logo depois apresentaria os resultados dos exames (ecocardiograma, eletrocardiograma e teste de esforço) para o cardiologista. Quanto ao teste ergométrico, só posso dizer que fui uma tarefa realmente complicada, já que nem me recordo a última vez que subi numa esteira. Principalmente depois de ter engordado tanto. Putz! Parecia que estava correndo uma maratona, foram poucos minutos realmente duros de serem encarados. Terminei o exame com os olhos esbugalhados e a língua pra fora. Quer uma recomendação? Faça exercício físico, por mais chato que pareça, é muito pior do que ter a sensação de estar quase morrendo após permanecer por alguns minutos sob a esteira. O resultado sai imediatamente após o teste e o cardiologista avaliou que está tudo certo com o coração. Mais uma etapa vencida: ufa!

Saí correndo do Vale do Canela e fui pra casa arrumar a mochila e me preparar para a polissonografia. Segui a recomendação e lavei o cabelo com shampoo neutro, peguei um hobby de vovó para dormir mais confortável e guardei toalha, sabonete, escova e pasta de dente, pente e uma série de tranqueiras de higiene pessoal para levar para a clínica. Cheguei pouco antes das 20h. Fui encaminhada ao apartamento 02 e resolvi me familiarizar com o quarto que ia passar a noite. Nada se compara a casa da gente, mas não posso reclamar do conforto proporcionado pelo quarto: Tv, cama, sofá, ar-condicionado. E melhor, chuveiro com água quente! Respondi o questionário que a enfermeira me deu, que continha informações a respeito da minha rotina noturna, que contava se roncava, tinha problemas ao dormir, coisas desse tipo.

Apesar de estranhar o local, tive uma noite de sono tranqüila, embora tenha me dado agonia de ficar com aqueles fios presos à cabeça, ao abdômen, a perna e ao dedo. Acordei diversas vezes durante a noite e até tive vontade de fazer xixi, mas me lembrei que deveria usar a aparadeira. Diante disso, desisti. Não posso deixar de citar, que o atendimento das enfermeiras foi excepcional, bastante prestativas e educadas. Ao acordar, às 6h, com a cara amassada e com uma juba de leão, respondi um questionário falando sobre a noite que passei na clínica. Depois, tomei um banho, me arrumei e fui trabalhar com uma sensação de dever cumprido, já que esse era o exame que estava me dando dor de cabeça. No próximo post vou abordar sobre a última consulta, com o endocrinologista, mais uma pitada de aventura está por vir.

Quem acredita…

Após MAIS um tentativa em ter um retorno da Medial Saúde, liguei para obter alguma nova informação sobre a marcação da polissonografia. Aguardei atendimento da central, que ainda não tinha o posicionamento a respeito do assunto e me recomendou ligar para o SAC para abrir uma reclamação. Ao ligar para o serviço, fui informada que eles teriam até cinco dias úteis para me dar uma resposta sobre a solicitação. Desliguei o telefone p*** da vida, decidi mudar a tática.

Lembrei do conselho de Francis, uma amiga que recentemente passou pelas mesmas situações e já adquiriu um traquejo e um jogo de cintura na hora de marcar os exames. Liguei para a Clínica Baros e expliquei aFabiana (atendente) sobre os problemas que estava tendo para marcar a polissonografia. Ela me indicou que o Otorrino Center realizava o exame através da Medial Saúde. Mas as perguntas que não querem calar: como o plano “desconhece” o local de atendimento? Será que desconhece ou dificulta a vida do paciente por se tratar de um exame caro? Enfim..

Entrei em contato com a Otorrino Center e depois de alguns segundos de conversa, consegui marcar rapidamente o exame para o dia 29/11, às 20h. Ainda coloquei meu nome na lista de espera caso tenha alguma desistência. Fui informada que é necessário comparecer ao local no dia 25, das 8 às 18h, para pegar o “manual de instrução” de realização do exame. Graças a Deus, mais uma etapa vencida. Agradeço a todos pelo carinho, atenção e torcida. Vamo que vamo! Uhuuuuuuuu!

Trânsito de Salvador: uma missão impossível!

Voltemos ao dia 1º de novembro, véspera do feriado. O dia transcorria normalmente, a mesma rotina, dia tranquilo. Trabalhei no período da manhã, mas reservei a período da tarde para realizar o ecocardiograma, previamente marcado para a data, as 14h30. Almocei meio dia no trabalho e saí às 13h para pegar o ônibus para o Centro Médico do Vale, que está localizado no Canela. Tudo estava correndo normalmente, até que o ônibus resolveu demorar. Só conseguir pegar o Vale dos Rios – Stiep R4, no ponto do Sarah às 13h30. Pelas minhas contas, uma hora seria suficiente para chegar ao destino.

Esperei cerca de meia hora pra pegar a condução, o que acarreta em um buzu geralmente lotado. E assim estava. Além do mais, para me irritar e tirar a pouca paciência que tenho, fazia um calor infernal. Ao passar pela Ligação Iguatemi-Paralela (LIP), percebi o engarrafamento que já se formava, tentei me distrair ouvindo música no celular. Os minutos iam passando, e o ônibus quase não saía do lugar. Após meia hora dentro do coletivo, comecei a ficar aflita, já que ainda estava parada em frente ao Detran. Imaginei que mais 30 minutos não seriam suficientes para chegar ao Canela, mas persisti.

Após milhares de olhadas no relógio, percebi que o tempo era inversamente proporcional “a viagem do ônibus”. Já eram 14h15 e ainda estava fazendo o retorno da Rótula do Abacaxi sentido Iguatemi. As chances eram nulas de conseguir chegar no horário na consulta. O jeito era desmarcar. E assim o fiz. Consegui remarcar o ecocardiograma para o dia 8 de novembro, 15h30. Depois dessa caótica experiência de pegar engarrafamento 13h, acho melhor sair este mesmo horário para dessa vez conseguir chegar a tempo de realizar o exame. Não posso de forma alguma remarcar, já que dia 9 tenho consulta com o cardiologista para entregar o resultado deste e de outros exames.

Já que remarquei a consulta durante o caminho, resolvi saltar do ônibus no Rio Vermelho para voltar pra casa, já que seria totalmente inviável retornar para Avenida Tancredo Neves, local que trabalho. Aproveitei que cheguei cedo em casa para tomar um banho e descansar. Antes disso, porém, liguei novamente para Medial Saúde para marcar a polissonografia, que ainda não possui a resposta de onde devo realizar o exame. Fui indicada pela atendente ao retornar a ligação na sexta-feira no final da tarde, já que quarta era feriado, portanto não era dia útil. Caso ainda não tenham uma resposta, devo ligar para o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) do plano de saúde para abrir uma reclamação. Agora, só me resta esperar. #Oremos