Tratamento de choque faz parte do processo?

Vamos combinar, cada novo exame ou nova consulta, uma novidade. Desta longa empreitada, teve uma consulta em especial. De uma mera visita a nutricionista ao circo de horrores. Nunca fui a uma médica tão louca, parecia estar participando de uma pegadinha. Essa consulta é de extrema importância, afinal de contas, a profissional deve emitir uma avaliação para que ratifique o meu “dossiê” para fazer a cirurgia.

Ao entrar na sala e relatar a minha pretensão, a médica teve uma reação que não esperava. Ela levou as mãos ao rosto, balançou a cabeça com um ar de reprovação e começou a me relatar diversos casos de pessoas que realizaram a cirurgia. O mais interessante destes “causos” é que TODOS foram de insucesso. No primeiro momento pensei em questionar, mas a medida que o tempo ia passando, fui me convencendo de que ela estava irredutível.

Em um destes casos, o operado não conseguia se alimentar direito mesmo anos depois da cirurgia. No outro caso, o paciente teve dois infartos, um antes e outro depois do procedimento. E o terceiro, na verdade, desse eu não to lembrada, foi tanta coisa que escutei que acho que nem valia a pena lembrar. Hahahaha. Além disso, ela falou que eu não ia poder engravidar, já que não teria nutrientes para me alimentar, como poderia nutrir um feto? Fora as caretas que ela fazia quando eu falava que estava convicta dos riscos que ia correr com a cirurgia.

E o festival de absurdos não termina por ai. Quando relatei que dois irmãos já tinham feito bariátrica, a primeira coisa que ela perguntou foi: eles engordaram? Em momento nenhum ela perguntou sobre o bem-estar deles, como eles estavam depois de anos de operado. Se a intenção dela foi me chocar, ela conseguiu. Mas, não me fez mudar em nada a minha ideia. Muitas vezes demoro de tomar uma atitude, mas quando estou convicta, nada nem ninguém me faz mudar os planos.

Depois de muito blá, blá, blá e mais meia dúzia de asneiras, ela realmente se convenceu que eu não estava disposta a mudar de ideia. Assim, realizou o restante das atividades, me pesou, mediu e, finalmente, emitiu a tão sonhada avaliação. Posso dizer que realmente fiquei espantada com essa atitude descabida da profissional, mas esse tratamento de choque me fez perceber que estou bastante convicta e confiante. No lugar dela, mesmo que não concordasse com a decisão do paciente, não agiria assim. Mas, vai saber né? Nada acontece por acaso. Nesse relato resolvi preservar a identidade da médica, porém tenho a pretensão de nunca mais vê-la. É melhor evitar…

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