A decisão…

Depois de idas e vindas, do indesejado efeito sanfona, muito sofrimento e decepção, chegou a hora de tomar uma atitude! Olhei o site do plano de saúde e marquei uma consulta com a endocrinologista. Depois de muita conversa sobre obesidade, doenças, histórico familiar, como em diversas outras consultas, chegou a hora de pesar. Não há nada pior para um gordinho do que o momento de subir na balança. Para meu espanto e indignação, estava 10 quilos a mais da minha pior fase, ou seja, fiquei o dia todo pensando nisso. Mas, voltemos a consulta. A endocrinologista, ao invés de outros casos, não tirou da pasta uma dieta padrão e me receitou uma droga, pelo contrário. Alertou que era importante marcar uma nutricionista e quem sabe um acompanhamento psicológico, já que o meu problema maior é a ansiedade.

Confesso, saí da consulta com uma dor de cabeça, acho que foi adquirida no momento em que subi na balança. Pensei: meu deus, que loucura, tenho que começar essa dieta pra ontem, não dá pra continuar assim. Mas, quem disse que adiantou? A ansiedade, os problemas diários, a cobrança pessoal, tudo me movia para o contrário. Às vezes parece que a solução para todos os problemas do mundo está na comida. E parece um ciclo sem fim. Um dia você dá uma segurada, no dia seguinte come um monte de porcarias.

Depois de certo tempo comecei a freqüentar a psicóloga semanalmente para falar sobre a questão da obesidade, além de outros assuntos pessoais. Revelo que me surpreendi positivamente, acredito que a terapia semanal está sendo muito bacana para conversar coisas que não me sentia a vontade de falar com ninguém, inclusive, nem comigo mesma. A profissional me mostrou que a gente não pode conversar sobre o que dá prazer, nos faz bem. Ou seja, passa bem longe disso. É preciso abordar na terapia os assuntos que lhe intrigam, inquietam, para que estes sejam um dia sejam abordados tranquilamente. No meu caso, posso dizer que a questão de ter engordado mais de 20 kg em um ano, teve início de uma desilusão, o que me fez pensar bobagens, me podar, criar barreiras para que eu pudesse me livrar dessas amarras da vida. Acredito que se tivesse esse acompanhamento psicológico antes, tudo poderia ser diferente. Mas, nada nessa vida acontece por acaso.

Nesse meio tempo entre a visita a endócrino e a psicóloga, marquei a consulta com a nutricionista. E foi neste dia que a ficha caiu. A profissional, bem jovem por sinal, teve uma postura bastante madura e explicou que faria uma dieta baseada no meu peso, altura, ritmo de vida, gasto calórico, entre outras características. Tudo como manda o figurino, mas bem diferente de outros médicos que já utilizavam aquele modelo pré-estabelecido esquecendo-se de levar em consideração as características físicas dos pacientes. Ela me explicou que por conta destas características e em virtude de ser a primeira consulta, enviaria esse programa alimentar por e-mail, e assim que eu começasse a seguir, deveria voltar em um mês. Pouco antes, porém, teve a pesagem e medir a altura. Nesse momento, o choque. Depois de ver a calculadora, meu Índice de Massa Corpórea (IMC), já havia passado de 40, o que se caracteriza como obesidade grau III, muito elevado, principalmente levando em conta minha altura e idade.

Após esse choque de realidade, pensei que apenas fechar a boca e investir pesado na academia, não seriam suficientes para perder os 40 kg para chegar até o considerado “peso ideal”. E ai, a ideia foi se submeter a algo mais radical, que pudesse investir na disciplina. E a primeira coisa que veio a cabeça, era a cirurgia bariátrica. Possuo um pouco de conhecimento no assunto, já que muitos conhecidos, além de dois irmãos já se submeteram ao procedimento. Conheço os riscos destas cirurgias e principalmente a mudança no ritmo alimentício que a acompanha, mas percebi que a essa altura do campeonato, vai ser a melhor atitude a ser tomada. Decidida, perdi todo o meu medo e resolvi encarar com seriedade o novo panorama e comecei a buscar a possível “solução” para os meus problemas.

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